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    Estudo numérico e experimental da convecção natural sobre placas planas e com ondulações
    (IFSP, 2023-12-15) Verdério Júnior, Silvio Aparecido; Scalon, Vicente Luiz; Modolo, Delson Luiz; Ferreira, Maurício Silva; Gomez, Luben Cabezas; Silva, João Batista Campos
    A transferência de calor por convecção natural ocorre através de forças de empuxo, geradas a partir de gradientes de massa específica e temperatura e da aceleração da gravidade. Cada vez mais pesquisa-se a otimização de sistemas de resfriamento por convecção natural, com o objetivo de reduzir ou eliminar a utilização de sistemas convencionais de resfriamento por circulação forçada. Nesse sentido, o uso de superfícies com ondulações para melhorar a eficiência térmica das trocas de calor por convecção natural tem sido extensivamente pesquisado. O objetivo deste trabalho é o estudo numérico-experimental da transferência de calor por convecção natural sobre placas isotérmicas de geometria plana e com ondulações quadradas, trapezoidais e triangulares. Na definição da metodologia numérica mais adequada a situação-problema, diversos modelos numéricos, em diferentes configurações e parâmetros físico-numéricos, foram construídos e estudados; com resolução através software livre e de código aberto OpenFOAM®. Um aparato experimental foi projetado e construído para o estudo do processo de resfriamento das placas, para validação dos modelos numéricos e análise comparativa de resultados empíricos das diferentes geometrias. Os resultados experimentais validaram, com boa exatidão, os modelos numéricos das geometrias estudadas para o intervalo de 𝑅𝑎𝐿𝑃 analisado. A utilização do modelo de turbulência 𝜅 − 𝜀, de forma geral, forneceu resultados numéricos de maior acuracidade. Expressões empíricas do 𝑁𝑢𝐿𝑃 em função do 𝑅𝑎𝐿𝑃 , para as diferentes geometrias estudadas e nos intervalos experimentais de 𝑅𝑎𝐿𝑃 , foram determinadas. O aumento da área global de transferência de calor mostrou exercer maior influência na eficiência térmica das placas que as perturbações geradas no escoamento. A geometria com ondulações trapezoidais apresentou maior eficiência e dimensão de pluma térmica, seguida das geometrias com ondulações quadradas, triangulares e, por fim, a placa plana.
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    Ensino da matemática e a Pedagogia de Paulo Freire: olhares oblíquos por uma educação matemática emancipadora
    (USP, 2023-03-21) Teruzzi, Alessandro Emilio; Santos, Vinicio de Macedo; Giorgi, Cristiano Amaral Garboggini d; Lima, Wanessa Aparecida Trevizan de; Moura, Manoel Oriosvaldo de; Valle, Júlio César Augusto do
    Mesmo diante do reconhecimento mundial de Paulo Freire na academia e nas lutas dos movimentos populares, ainda existe uma defasagem na contribuição das suas ideias no campo da educação matemática. Assim, esta pesquisa de cunho teórico articula algumas ideias fundamentais presentes nos escritos de Freire, principalmente na obra "Pedagogia do oprimido", com conceitos da educação matemática: a concepção do ser humano como entidade inacabada, em busca de ser mais; a relação dialética entre teoria e prática (práxis); as dimensões dialógicas e fundamentalmente democráticas do processo educativo; a crítica à educação bancária; a dinâmica e o significado do tema gerador; as dimensões interligadas à figura do professor; a interconexão entre os processos educativo e revolucionário; e a análise dialética dos processos e relações no mundo e, em particular, nas práticas educativas. A presente reflexão busca compreender, a partir de um olhar oblíquo que ilumine lugares periféricos e não convencionais, as relações entre a epistemologia matemática e a dinâmica professor-aluno, utilizando elementos da filosofia, historiografia, sociologia (principalmente a crítica e a pragmática), psicologia e sociolinguística. Analisa-se a importância do frame e do mito na orientação do significado do discurso sobre a concepção da matemática e do papel dos alunos. Inspirado no humanismo engajado de Paulo Freire, propõe-se uma abordagem humanista e dialética da matemática como produção social, sujeita às contradições das sociedades que a produziram e difundem. Questiona-se a possibilidade de a matemática ser compreendida como uma experiência democrática, bem como o significado de analisá-la sob as categorias políticas de esquerda e direita. Neste contexto, defende-se a necessidade de promover uma dimensão democrática e dialogante no ensino da matemática, ecoando a importância da dimensão dialógica de Paulo Freire. A perspectiva da sociologia pragmática é utilizada para argumentar a relevância da fala do aluno (o ator em ação e/ou em situação crítica) na construção do ambiente da sala de aula e das próprias ideias matemáticas. Discute-se a dimensão violenta do ensino da matemática, tanto no âmbito simbólico quanto socioeconômico, e como tal violência relaciona-se à ideia de educação bancária. Estas questões são colocadas em constante disputa e em tensão dialética com as dimensões libertadoras da educação. A reflexão da sociolinguística é empregada para destacar a negação e o silenciamento da norma linguística popular falada por grupos oprimidos, em relação à norma culta da língua defendida e utilizada por opressores. Considera-se que a história da matemática é um recurso valioso, especialmente sob a perspectiva de Walter Benjamin, que convida a "escovar a contrapelo" a história devido às ações de silenciamento e espoliação perpetradas pelos opressores sobre os objetos matemáticos. A fim de articular os temas geradores com as atividades matemáticas, investiga-se a necessidade de encarar a matemática não somente como uma ferramenta para solucionar problemas, mas como uma dimensão do ser humano, em que o humano a (re)cria e a utiliza para discutir as grandes questões da vida. Por fim, estas ideias e perspectivas são articuladas em três situações concretas.
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    Caminhos para o abandono escolar: uma análise das dinâmicas de aproximação e distanciamento com relação à escola em uma periferia na cidade de São Paulo
    (USP, 2023-03-08) Rodrigues, Maysa Ciarlariello Cunha; Augusto, Maria Helena Oliva; Corrochano, Maria Carla; Oliveira, Régia Cristina; Tomizaki, Kimi Aparecida
    Esse trabalho investigou os sentidos que os jovens pesquisados atribuíam às suas experiências de abandono, faltas, permanência e retornos à escola, buscando dinâmicas recorrentemente associadas aos contextos de distanciamentos, mas também de aproximações com a instituição, por meio de uma pesquisa predominantemente qualitativa que envolveu indivíduos que residiam no distrito de Pirituba, na zona noroeste da cidade de São Paulo. Dessa forma, tentou compreender diferentes tipos de experiências escolares, entre as quais: situações em que o jovem havia abandonado a instituição e permanecia fora dela; outras em que, após um período de abandono, havia retomado os estudos; circunstâncias em que havia cogitado a evasão, porém, sem consolidar esse plano e; por fim, trajetórias mais regulares, em que o abandono nunca foi ideado ou concretizado. De um ponto de vista teórico, a investigação se apoiou, principalmente, nos conceitos de experiência social (DUBET, 2006) e de experiência escolar (DUBET; MARTUCCELLI, 1998), evidenciando a ideia de experiência não simplesmente enquanto vivência, mas como a atividade cognitiva de dar sentido para aquilo que é vivenciado (inclusive ao processo de escolarização). Com o objetivo de acessar conjunturas heterogêneas de escolarização, a pesquisa abarcou, empiricamente, três colégios estaduais e um federal, localizados em Pirituba, além de indivíduos em situação de evasão escolar. Os procedimentos de pesquisa corresponderam à aplicação de um questionário objetivo nas escolas no ano de 2019, seguido de entrevistas em profundidade com os jovens selecionados a partir desse instrumento e com aqueles que estavam desvinculados das instituições, mas foram acessados indiretamente, além de entrevistas com os diretores e coordenadores dos estabelecimentos. Como resultado, foi possível, em primeiro lugar, observar grande ambiguidade nas ideias de abandono e de evasão escolar, muitas vezes indistintas, do ponto de vista dos jovens, de reprovações por faltas e, portanto, avaliadas como rupturas menos bruscas, o que sugere que a questão seja pensada mais em termos de dinâmicas de aproximação e afastamento do que de abandono e/ou evasão. A partir desse ponto de vista, foi possível destacar sete tipos de movimentos de distanciamento, a saber: certas lógicas vinculadas à decisão por trabalhar; vivências de sofrimento psicológico; experiências de bullying e de isolamento; estabelecimento de uma desconfiança mais pronunciada com relação à escola; aposta no empreendedorismo como caminho alternativo para a realização socioeconômica; sensação de que não se aprende com a instituição e; a perda ou ausência de uma pessoa relevante para o processo de escolarização (sendo esta última inspirada, principalmente, na releitura que Bernard Lahire (2008) realizou a partir do conceito de habitus de Pierre Bourdieu (2014). Além disso, outro achado de pesquisa importante, compatível com a literatura mobilizada (MARTUCCELLI, 2007a, 2007b; DUBET, 1994, 2006; SENNET, 2012; EHRENBERG, 2010) foi a tendência à auto responsabilização pelos jovens com relação aos infortúnios que lhes ocorriam, não apenas no que toca ao fracasso escolar, mas a vários aspectos de suas vidas, o que pareceu, quase sempre, contribuir para o afastamento com relação aos estudos. Por fim, a pesquisa identificou também alguns elementos associados ao engajamento com a instituição, bem como duas formas de atribuição de significado positivo para ela: uma primeira, mais comum, em que a escola carrega um valor moral muito forte, sem que isto seja percebido ou racionalizado pelo jovem e, um segundo, menos frequente, mas mais eficaz, em que é criada uma interpretação pessoal e familiar contrária ao ingresso precoce no mercado de trabalho, abarcando a construção de um autoimagem positiva e a disposição para estabelecer planos realistas e bem desenvolvidos para o futuro que incluam a escola, mesmo que haja uma dimensão de crítica à instituição.
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    John Stuart Mill: um liberal socialista?
    (USP, 2023-08-14) Bulgarelli, Ana Paula; Ostrensky, Eunice; Cassimiro, Paulo Henrique Paschoeto; Cruz, André Kaysel Velasco e
    Esta dissertação tem como propósito investigar a possibilidade de conciliação entre socialismo e liberalismo no interior da obra milliana, buscando compreender o que John Stuart Mill, considerado um liberal clássico pela literatura canônica, teria querido dizer quando se autodeclara socialista e partidário de um "socialismo qualificado" em sua Autobiografia (1873). Trata-se de examinar, então, qual era o entendimento do autor acerca do socialismo e do liberalismo a partir do contexto social e linguístico de sua época para, com base nele, inteligir o modo como essas concepções se articulam de forma a compor um mesmo ideal de sociedade. Com vistas a esse fim, buscou-se traçar o processo que levou Mill a conceber uma possível transição do capitalismo ao socialismo e as razões que o teriam feito eleger certos ideais liberais e socialistas em detrimento de outros. A pesquisa baseia-se sobretudo na análise dos textos Princípios de economia política (1852, 3ª ed.), A Liberdade (1859), Autobiografia (1873) e Capítulos sobre o socialismo (1879), além de menções pontuais a outros textos e cartas do autor.
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    A formação leitora sob o olhar da complexidade: reconexões e caminhos
    (PUCSP, 2022-09-23) Marioto, Rita Roberta; Freire, Maximina Maria; Zanotto, Mara Sophia; Passarelli, Lilian Maria Ghiuro; Ferraz, Ariane Macedo Melo; Brauer, Karin Cláudia Nin
    O presente trabalho apresenta como foco de pesquisa o fenômeno formação leitora na Educação Básica, na perspectiva de professores de Língua Portuguesa. A pesquisa empreendida situa-se no âmbito da Linguística Aplicada e foi orientada pela seguinte pergunta: Qual a natureza do fenômeno formação leitora, na perspectiva do professor de Língua Portuguesa da Educação Básica, sob o olhar da Complexidade? O referencial teórico utilizado na pesquisa estrutura-se no eixo da epistemologia complexa (MORIN, 2000, 2015a, 2018), que orientou as reflexões sobre as relações entre ciência e conhecimento, focalizando a (re-)ligação dos saberes; e no eixo dos estudos sobre a formação do leitor em língua materna (SAMUELS e KAMIL, 1984; SILVEIRA, 2005; MORTATTI, 2004; SOARES, 2012a, 2012b; KLEIMAN, 1995, 2004, 2013; STREET, 2014; ROJO e MOURA, 2012, 2019; BUNZEN, 2011; COSSON, 2013; GERALDI, 2015; RANGEL, 2020), a partir do qual foi construído um painel sobre os conceitos que orientam a atuação do docente de Língua Portuguesa e a formação do leitor. A metodologia utilizada foi a Abordagem Hermenêutico-Fenomenológica Complexa (AHFC) (FREIRE, 2010, 2012, 2017), que objetiva descrever e interpretar fenômenos complexos da experiência humana, chegando-se aos temas e subtemas que caracterizam a essência do fenômeno observado. A pesquisa investigou docentes de Língua Portuguesa que atuam na Educação Básica e, como instrumentos de pesquisa, foram utilizados, além de questionário de perfil, relatos de experiência pessoal de formação leitora e conversa hermenêutica, os quais foram textualizados e tematizados. A partir do processo interpretativo da AHFC, a essência do fenômeno revelou os seguintes temas: Instituição, Enfrentamento, Materialidade, Virtualidade, Dificuldade, Incentivo e Eros. Considerando as descobertas da pesquisa e a base teórica mobilizada, o trabalho revela a possibilidade de um leitor compreendido à luz da epistemologia complexa, identificado como um intérprete ecossistêmico dos sentidos nos quais se vê entremeado, bem como a possibilidade de um docente leitor multidimensional, para o qual se propõe, como recurso à sua constituição, a auto-heteroecoformação leitora docente (FREIRE e LEFFA, 2013). O trabalho destaca, por fim, o potencial da epistemologia complexa para a pesquisa com a formação de leitores, com vistas ao aprofundamento dos estudos que compreendem as relações entre a formação leitora docente e a vivência como formador de leitores em língua materna na Educação Básica.